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Cesta Básica em Novembro: Preços Caem em 24 Capitais, Alívio para o Bolso do Brasileiro e Arroz Mais Barato

Alimentos básicos ficam mais baratos: Cesta básica registra queda de preço em 24 capitais brasileiras em novembro

Uma boa notícia para o bolso do consumidor brasileiro chegou em novembro: o preço da cesta básica de alimentos apresentou uma redução em 24 capitais do país. O levantamento, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), aponta para um cenário de alívio após meses de alta nos preços.

Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, o Brasil está colhendo a maior safra agrícola da história, o que se reflete em produtos de melhor qualidade e preços mais acessíveis nos supermercados. Essa conjuntura favorável tem contribuído para a diminuição do custo da alimentação básica para as famílias brasileiras.

A pesquisa detalhada revelou que as maiores quedas percentuais na cesta básica foram observadas em Macapá (-5,28%), Porto Alegre (-4,10%), Maceió (-3,51%), Natal (-3,40%) e Palmas (-3,28%). Em contrapartida, cidades como Rio Branco (0,77%), Campo Grande (0,29%) e Belém (0,28%) registraram pequenas elevações nos preços. Conforme informação divulgada pela Conab e Dieese, essa variação reflete as particularidades regionais e a dinâmica do abastecimento em cada localidade.

Custo da Cesta Básica: Variações e Comparativos Regionais

Em termos de valores absolutos, Aracaju se manteve como a capital com o menor custo médio da cesta básica em novembro, registrando R$ 538,10. Outras capitais com valores abaixo da média nacional foram Maceió (R$ 571,47), Natal (R$ 591,38), João Pessoa (R$ 597,66) e Salvador (R$ 598,19).

Por outro lado, São Paulo continuou liderando a lista das capitais com a cesta básica mais cara, atingindo R$ 842,26. Em seguida, aparecem Florianópolis (R$ 800,68), Cuiabá (R$ 789,98), Porto Alegre (R$ 789,77) e Rio de Janeiro (R$ 783,96).

Impacto no Salário Mínimo e Tempo de Trabalho

A pesquisa também analisou o impacto do custo da cesta básica no orçamento familiar, medindo a porcentagem do salário mínimo líquido necessária para sua aquisição. Em São Paulo, a cesta básica representou 59,91% do salário mínimo líquido, exigindo 121 horas e 55 minutos de trabalho mensal. Em contraste, em Aracaju, a cesta custou 38,32% do salário mínimo, demandando 77 horas e 59 minutos de trabalho.

Produtos que Lideram as Quedas: Arroz, Tomate e Açúcar em Destaque

Entre os produtos que mais contribuíram para a redução nos preços da cesta básica em novembro, destacam-se o arroz agulhinha, o tomate e o açúcar. O arroz, item essencial na mesa dos brasileiros, ficou 10,27% mais barato em Brasília, por exemplo.

O tomate também apresentou queda em 26 capitais, com uma redução notável de 27,39% em Porto Alegre. Segundo os pesquisadores, a maior oferta desses produtos no mercado foi o principal fator para a diminuição dos preços no varejo.

Os valores médios do quilo do açúcar e do leite integral também seguiram a tendência de queda em 24 capitais. A redução no preço do açúcar foi impulsionada pela queda nos mercados internacionais, maior oferta na safra e menor demanda. Já no caso do leite, o excesso de oferta no campo e as importações de derivados contribuíram para preços mais baixos no varejo.

Café Mais Acessível e Perspectivas para o Consumidor

Outro item que ficou mais em conta foi o café em pó, com redução de preço em 20 cidades analisadas. Destacam-se as quedas em São Luís (-5,09%), Campo Grande (-3,39%) e Belo Horizonte (-3,12%). O governo atribui essa queda à boa produtividade das lavouras e a fatores de mercado.

A queda generalizada nos preços da cesta básica em novembro é um indicativo positivo para a economia brasileira, proporcionando um alívio bem-vindo para o orçamento das famílias e reforçando a importância de políticas agrícolas que garantam a estabilidade e a acessibilidade dos alimentos essenciais.