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Nova tarifa chinesa sobre carne bovina desafia exportações brasileiras

A introdução de novas tarifas sobre a carne bovina brasileira pela China e pelo México impõe um desafio significativo às exportações do país em 2026. Com a China aplicando uma cota de 1,1 milhão de toneladas sujeitas a tarifa de 12%, qualquer excedente será severamente afetado por uma sobretaxa de 55%. Simultaneamente, o México introduziu uma tarifa de 20% para volumes acima de 70 mil toneladas.

Essas restrições ocorrem após um ano recorde de exportações, mostrando a resiliência do setor diante de desafios tarifários anteriores. A China continua sendo o principal comprador, representando quase metade das exportações de carne brasileira, enquanto o México é o sexto maior. A situação força uma reavaliação dos fluxos comerciais globais.

Entidades como a Abiec e a CNA indicam a necessidade de ajustar a cadeia de produção e exportação. O governo brasileiro está negociando para abrir novos mercados, sendo que a expectativa inclui oportunidades no Japão e na Coreia do Sul, após o reconhecimento do Brasil como livre de febre aftosa.

A escassez global de carne pode atenuar os impactos negativos, com países concorrentes como Argentina e Uruguai possivelmente liberando mercado para o Brasil. Roberto Perosa, da Abiec, permanece otimista, prevendo estabilidade e novos acordos em mercados promissores.

Além de novos mercados, a capacidade do Brasil em aumentar sua participação em locais como os Estados Unidos é destacada, o que pode compensar parcialmente as restrições enfrentadas com as tarifas chinesas e mexicanas, mantendo a competitividade do setor.