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CNU 2025: Prova Discursiva Ocorre Sem Intercorrências e 80% dos Candidatos Comparecem, Afirma Ministra Esther Dweck

CNU 2025: Prova Discursiva Aplica Exame para 42 Mil Candidatos com Sucesso e Baixa Abstenção

A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU 2025) realizou sua prova discursiva neste domingo, 7 de janeiro, para 42 mil candidatos em todo o país. O certame, que oferece 3.652 vagas em 32 órgãos públicos, registrou uma taxa de abstenção de 20%, o que corresponde a cerca de 8,5 mil inscritos que não compareceram à etapa.

A taxa de abstenção foi considerada baixa e dentro do esperado pela ministra da Gestão e Inovação (MGI), Esther Dweck, especialmente considerando que se trata da segunda prova do concurso. Em comparação com a primeira etapa, realizada em setembro, onde a ausência foi de 42,8%, a queda expressiva reforça a consolidação do modelo do CNU.

Conforme informação divulgada pelo MGI, a ministra Esther Dweck comemorou o sucesso na aplicação do exame em entrevista coletiva após o término das provas em Brasília. “As provas chegaram nos locais sem nenhuma intercorrência. Tudo ocorreu muito tranquilamente. E a gente vai poder começar a correção em breve. A tranquilidade é fruto justamente de um planejamento”, declarou a ministra, destacando a eficiência do planejamento logístico.

Taxa de Abstenção Varia por Estado e Modelo de Concurso é Reforçado

Os estados que apresentaram as maiores taxas de abstenção foram Acre (27%), Amazonas (26%), Espírito Santo (26%), Rondônia (26%) e Santa Catarina (26%). Em contrapartida, o Distrito Federal (15%), Piauí (17%) e Rio Grande do Sul (17%) registraram os menores índices de ausência na prova discursiva do CNU 2025.

A ministra Esther Dweck ressaltou que a abstenção observada está “dentro do esperado para um concurso que tem duas provas”. Ela enfatizou que a taxa foi “bem menor do que no CPNU 1 e bem abaixo da média dos concursos em geral”, o que, segundo ela, “reforça a consolidação de um modelo de concurso” bem-sucedido.

Próximos Passos do CNU 2025: Resultados e Convocação

Os candidatos do CNU 2025 já podem acompanhar os próximos passos do processo seletivo. Os resultados preliminares, juntamente com o espelho da correção da prova discursiva, serão publicados no dia 23 de janeiro. Os interessados em interpor recursos terão o período de 26 a 27 de janeiro para apresentar suas contestações.

A lista oficial dos aprovados, com a divulgação dos nomes que preencherão as vagas imediatas e a lista de espera, está prevista para ser publicada no dia 20 de fevereiro. A partir dessa data, terá início o processo de três chamadas, culminando com o início das convocações para cursos de formação ou para posse em 16 de março.

Mulheres Lideram Classificação com Política de Equiparação de Gênero

Um dado relevante divulgado sobre o CNU 2025 é que a maioria dos classificados para esta segunda etapa do concurso é composta por mulheres. Elas representaram 57,1% do total de inscritos, enquanto os homens somaram 42%.

A ministra Esther Dweck explicou que essa predominância feminina é resultado da **política de equiparação de gênero** implementada pelo MGI. Essa política obriga que, quando há um número maior de homens inscritos para uma prova específica, o ministério convoque mais mulheres para **igualar o número de candidatos de ambos os gêneros**, promovendo maior equidade.

Investimento em Servidores Públicos e Recuperação da Capacidade Estatal

O governo federal planeja convocar 22 mil pessoas para a administração pública entre 2023 e 2026, excluindo universidades e institutos federais. A ministra Esther Dweck reconheceu que o número de chamados é inferior ao necessário, visto que cerca de 180 mil servidores deixaram o serviço público nos últimos dez anos.

Apesar disso, Dweck ponderou que as 22 mil vagas preenchidas “fortalecem o setor” e são essenciais para “recuperar as capacidades do Estado brasileiro”. Ela destacou a importância de um **Concurso Público Nacional Unificado a cada dois anos** para garantir a continuidade e a renovação do quadro de servidores, citando o modelo do Itamaraty como ideal pela previsibilidade de entrada de novos profissionais.