O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou o ‘Escudo das Américas’, uma coalizão militar para combater o crime e reduzir a influência da China na América Latina. A iniciativa, oficializada com a ‘Declaração de Doral’, une 17 países, mas não conta com a participação do Brasil, México e Colômbia.
A coalizão visa fortalecer a segurança regional através de coordenação militar, compartilhamento de inteligência e operações conjuntas. No entanto, o Brasil se opôs à classificação de facções criminosas como terroristas, o que gerou tensão com os Estados Unidos. Diplomatas temem que tal designação justifique medidas militares mais duras.
Analistas afirmam que o ‘Escudo das Américas’ busca consolidar a influência dos EUA na região, impondo padrões de segurança que possam barrar a expansão chinesa e russa. A cooperação inclui mover rotas de narcotráfico de países não associados à coalizão.
Países como Argentina, Paraguai e Equador já começaram a alinhar suas políticas de combate ao crime com as dos EUA, classificando grupos criminosos como terroristas e ampliando a cooperação em segurança.
Além do combate ao narcotráfico, o plano de Trump visa conter a imigração ilegal e aumentar a cooperação nas fronteiras e rotas marítimas da região, criando uma frente unificada contra influências externas.